A avaliação da aprendizagem, como parte contínua e
integrante do processo ensino-aprendizagem, não pode ser vista
como um elemento estranho a este processo. A avaliação enquanto forma de perceber se houve um crescimento por parte do aluno deve acontecer ao longo do processo e não só no final dele. Avaliar sempre é algo complicado tendo em vista que somos obrigados a dar uma nota para cada aluno, pois muitos acreditam ser impossível avaliar sem nota. Durante este período de estágio e em todos os momentos em que estou em sala de aula estou constantemente avaliando meus alunos pois eles estão o tempo todo me dando subsídios para isso. Como deixar para o final do trimestre para atribuir uma única nota como se tudo o que foi realizado ao longo do processo tivesse sido em vão, sem valor nenhum? Isso é praticamente impossível porque as modificações de conhecimento e comportamento vão ocorrendo o tempo todo. Claro que muitas vezes seria bem mais cômodo se as coisas fossem assim daria menos dor de cabeça, simplesmente fazer uma prova e atribuir uma nota, mas com certeza não seria justo nem com os alunos e nem comigo mesma.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Planejamento de ensino
Segundo Arroyo (1994) “...é preciso redescobrir o vínculo entre a sala de aula e a realidade social: conjugar o aprender a aprender com o aprender "a viver. Aprende-se participando, vivenciando sentimentos, tomando atitudes, escolhendo procedimentos.” Como esta fala de Arroyo consegue nos mostrar o quanto é importante darmos atenção para aquilo que vamos ensinar para nossos alunos, não basta nos preocuparmos como conteúdos que muitas vezes não acrescenta em nada na vida escolar e cotidiana dos alunos, mas sim estar sempre atentos ao conhecimento prévio que estas crianças possuem. Tudo aquilo que vivenciamos e experimentamos com certeza aprendemos e o resto é vazio. Ensinar com amor, em parceria com os alunos é isso que aprendemos ao trabalharmos através de projetos com nossos alunos e com certeza eles terão muito do que se lembrar depois.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
De uma educação bancária para uma educação problematizadora
Será que Paulo Freire já sabia que um dia iriam surgir estas ideias de ensinar de forma diferenciada, que sua fala estaria presente e sendo usada com fonte de pesquisa para estas ideias? Quando ele sugere a troca da educação bancária pela problematizadora, está abrindo os olhos dos educadores e estudiosos sobre a necessidade de se levar em conta o conhecimento que todo o ser humano possui não importando a idade que tenha, seja ele criança ou adulto. Deixar de lado simplesmente aquela transferência de conhecimentos e saberes do professor para o aluno e buscar construir junto com o educando um conhecimento sólido do mundo que os cerca. Por outro lado, penso que em todo e em qualquer tempo sempre existiram pessoas preocupadas em criar ideias e buscar compreender e desenvolver formas melhores e mais fáceis de ensinar, mas Paulo Freire com certeza abriu caminho para esta reflexão até os dias de hoje. Como nossas crianças são sábias! Elas trazem consigo um conhecimento que precisa ser aprimorado e é aí que nós precisamos saber trabalhar para fazer com que ela tenha prazer em aprender a organizar seus pensamentos e ideias, nunca deixar de lado este valioso conteúdo e sim aproveitá-lo da melhor maneira possível.
Por que as curiosidades dos alunos não são iguais?
Que maravilha se fosse assim! As preocupações seriam tão menores, as pesquisas a serem realizadas tão menos, enfim tudo seria menor. Mas no fim também o conhecimento seria menor, as descobertas e como chegar até elas também, por isso começo a pensar que é bom mesmo que as crianças tenham curiosidades diferentes, que queiram saber sobre algo diferente, só assim também nos puxa para o novo. Durante a escolha de temas para serem trabalhados, fiquei na dúvida se seria possível trabalhar temas diferentes com alunos tão pequenos, conclui que é possível, mas com certeza bem mais trabalhoso, porque falta a eles a iniciativa de ir atrás das descobertas, claro que não estão acostumados a fazerem isso, assim como nós também não estamos acostumados a deixar que os alunos sugiram o que querem saber ou sobre o que querem aprenderem. Como é prático jogarmos a culpa em cima dos planos de estudos que recebemos e que precisamos seguir para evitar o desgaste como o novo, mas através dese momento de estágio percebo que é possível aliar as duas coisas: planos de estudos e forma diferenciada de trabalhar estes.
Ensinando através de Projetos
Durante este período de estágio estou cada vez mais convencida da necessidade que temos enquanto educadores e educadoras de parar e pensar calmamente sobre a maneira mais interessante de fazer com que nosso aluno goste de estar em sala de aula e queira aprender aquilo que queremos e pensamos ser importante que ele aprenda de maneira prazerosa, sem deixá-lo entediado. Os projetos são uma boa saída, mas com certeza precisam de uma base de conhecimento muito bem fundamentada por parte do professor para evitar desgaste do tema e não deixar lacunas ou espaços sem respostas. As crianças nos mostram que são capazes de aprender de maneiras diferentes, basta que nós apresentemos a elas estas formas diferenciadas de levar conhecimento e desafiá-las. O desafio que estou enfrentando é grande, mas com certeza vale a pena investir, pois as vezes é necessário deixar de lado a comodidade e nos aventurarmos por caminhos mais desconhecidos.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Onde estáo resultado?
Como é complicado esperar um resultado que muitas vezes não chega, digo isso porque agora neste período de estágio estou encontrando esta dificuldades. No início do estágio pensei que aos poucos as crianças iriam se adaptando e começando aos poucos se familiarizarem com este método, mas percebo que as dificuldades são maiores do que imaginava. Claro que pela idade deles e pelo ambiente em que vivem onde, a grande maioria não tem acesso a ferramentas tecnológicas, a pesquisa e o desenvolvimento deste modelo de projeto fica bastante restrito e complicado. Mesmo aqueles que tem acesso ao computador e internet, o máximo que fazem é ter um orkut, mesmo não tendo a menor noção do que é ou para que serve. Ao constatar este problema, parei e expliquei para todos o significado destas páginas ou "coisas", como eles próprios dizem. Interessante também é que muitas vezes as mães ou pais é que criaram estas páginas para eles e nem eles sabem o risco que de repente estão correndo ou colocando seus próprios filhos. As crianças querem é "mexer" no computador sem compromisso nenhum, brincar, isso porque ainda pensam que é só para isso que ele serve.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Autonomia
Para o momento em que estou passando, tentando desenvolver este estágio, vejo em Paulo Freire, na Pedagogia da Autonomia, um bom rumo para seguir e me inspirar, pois ele coloca como absolutamente necessário o rigor metódico e intelectual que o educador deve desenvolver em si próprio, como pesquisador, sujeito curioso, que busca o saber e o assimila de uma forma crítica, não ingênua, com questionamentos, e orienta seus educandos a seguirem também essa linha metodológica de estudar e entender o mundo, relacionando os conhecimentos adquiridos com a realidade de sua vida, sua cidade, seu meio social. Afirma que "não há ensino sem pesquisa nem pesquisa sem ensino" (p. 32). Esse pesquisar, buscar e compreender criticamente só ocorrerá se o professor souber pensar. Para Freire, saber pensar é duvidar de suas próprias certezas, questionar suas verdades. Se o docente faz isso, terá facilidade de desenvolver em seus alunos o mesmo espírito. É o que estou tentando fazer, e espero realmente conseguir pois como é difícil para as crianças pensarem sozinhas. Eu, particularmente, aprendi este método de buscar respostas e valorizar a pesquisa durante o curso e muito bom que isto está ajudando bastante agora, pois também é uma forma de entender e aceitar o tempo de cada um e que também nem sempre o final é que importa, mas sim o caminho percorrido.
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