segunda-feira, 18 de maio de 2009

Questões Étnico-Raciais na Educação



Trabalhar questões raciais em sala de aula é sempre interessante porque sempre aparecem surpresas. O que talvez não aconteça, conforme o meu ponte de vista, é que as crianças sejam preconceituosas por maldade ou que estejam sabendo o que estão fazendo. Na minha sala de aula de terceiro ano existe claramente uma diversidade de cor e características que dá pra montar um autêntico mosaico brasileiro. Fico a observar com estas crianças não ligam a mínima pra cor da pele, do cabelo ou olhos que o outro tem. Meus alunos estão distribuídos em grupos e tem um em especial que chama minha atenção onde uma menina bem loira de olhos claros senta no meio de dois meninos, sendo um negro e o outro pardo e como eles se ajudam e se dão bem. Observa-se também a beleza deste menino negro, bem como sua doçura que encanta a todos. Então como é que alguém pode falar de forma generalizada que as crianças são racistas ou preconceituosas de propósito só com o objetivo de ferir ou magoar os colegas? Penso que muitos preconceitos estão mais ligados a outros fatores relacionados a característica físicas como ser gordo, por exemplo. claro que toda regra tem suas exceções, mas mesmo assim continuo pensando que as crianças são mais de copiar os exempos que tem do que por si só desenvolver ideias racistas.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O Clube do Imperador



Até que ponto nós, enquanto educadores, podemos influenciar na construção do caráter de uma pessoa? Será que temos o "poder" de modificar o modo de pensar ou de agir de uma criança? Assistindo ao filme estas indagações se apossaram de minha mente, eu tinha, não sei se ainda tenho, a convicção de que de alguma forma nós influenciamos no desenvolvimento do caráter destas crianças que passam um bom tempo conosco em sala de aula. O filme mostrou issodeoutra maneira,não adianta o esforço de um professor se a pessoa realmente não quer se modificar, então o que pesa realmente é o exemplo que ele tem de casa, da família, no caso do garoto do filme, o pai. Será que o caráter das pessoas já nasce com elas e ao longo da vida vai se mostrando como realmente é? Será que aquele dito popular "o que é bom já nesce feito" ou "pau que nasce torto morre torto" são verdadeiros? Espero sinceramente que isto não seja de um todo verdade porque se nós enquanto educadores acreditarmos nisso não tem porque continuar lutando diariamente pelo bem destas crianças que são a razão de nosso esforço.

sábado, 2 de maio de 2009

Educação Especial

A LDB em seu capítulo V, artigo 58 e § 1º reza o seguinte:"Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial." O interesante é que a gente que está na linha de frente deste trabalho não vê esta parte da lei sendo cumprida, pois temos sim que receber estas crianças com necessidades especiais em nossas escolas e salas de aula, mas nos falta este apoio escrito em lei. Como é fácil escrever, criar leis, mas cadê o Estado cumprir o seu papel? Onde está este apoio especializado? Nossas crianças precisam do básico, um acompanhamento psicológico, mas as vagas são limitadíssimas para isso. Uma pessoa que nos apóie em sala de aula para que não deixemos a desejar com o restante da classe enquanto nos preocupamos com aquele aluno "especial". São tantas as demandas para que estas crianças tenham realmente um atendimento especializado para que se sintam incluídas inteiramente no ambiente escolar que o que temos e o que realizamos é um grãozinho neste oceano.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Psicologia

Revendo os períodos do desenvolvimento cognitivo, segundo Piaget, percebo ainda mais como isto faz sentido observando a realidade da sala de aula. Por exemplo, tenho alunos na faixa etária de oito a quatorze anos e mesmo com esta grande diferença de idade percebe-se a necessidade que eles tem de manusear o concreto para chegar a um conceito sobre algo. Necessitam ver e tocar para entender, apresentam grande dificuldade de abstração, mesmo os alunos maiores. Nas discussões com outros professores de séries anteriores sempre vem à tona essa necessidade de valorizar e oferecer sempre material concreto a fim de que esta criança não "queime etapas", de seu desenvolvimento. Muitas vezes atropelamos estas fases e acabamos achando que a criança não aprende, mas não demos a ela o tempo suficiente e subsídios necessários para que esse processo tão complexo que é o da construção do conhecimento aconteça de forma natural e a seu tempo. A idade biológica nem sempre acompanha a idade cognitiva dos estádios citados nos estudos de Piaget.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Necessidades Especiais

Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais, não é por acaso que elas recebem esta nomenclatura, pois são pessoas realmente especiais e que precisam ser tratadas de forma digna, pois são seres humanos com todos os outros, pertencem a mesma raça, apenas possuem algumas diferenças que merecem atenção. Quando as leis obrigaram as escolas a receberem em sala de aula estas crianças "especiais" os governantes parece que não informados de sua obrigação em oferecer condições dignas para que estas crianças realmente se sentissem incluídas no grupo. Além das crianças os profissionais da educação que não tem apoio pedagógico suficiente para dar conta desta tarefa que muitas vezes se torna mais pesada do que suas forças podem suportar. Na interdisciplina que estamos estudando neste semestre estamos vendo a história da evolução deste assunto no mundo e também no Brasil. Claro que em nosso país foi bem mais demorada esta tomada de decisão em encarar este problema que sempre foi muito sério, embora ainda isto ocorra a passos bem lentos. Não basta oferecer vagas para que as crianças participem de um grupo onde elas possam se sentir "igual" a todos, precisa também dar subsídios para que se possa desenvolver um bom trabalho com estas pessoas, oferecer a elas condições de ter um acompanhamento necessário para que ela possa desenvolver ao máximo suas habilidades. O assunto é sério e a caminhada é longa, mas precisamos buscar apoio e conhecimentos para que possamos desenvolver um trabalho bom e diferenciado, visando realmente incluir estas crianças e não excluí-las ainda mais.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Questões étnico-raciais

"... somos continuação de um fio que nasceu há muito tempo atrás...vindo de outros lugares...iniciado por outras pessoas... completado, remendado, costurado e... continuado por nós..."(Daniel Mundurucu). Como está sendo interessante estudar esta interdisciplina , o assunto é bastante instigante e nos leva a refletir profundamente sobre isso. Em primeiro lugar como é difícil a gente falar da gente mesmo, se olhar num espelho e se auto-caracterizar, buscar vestígios de raças que compões a pessoa que sou. Penso ainda que é mais difícil para as pessoas de raça negra, pois são as que estão mais sujeitas a sofrerem "agressões" ou constrangimentos. concordo muito com o trecho que citei no início pois devemos procurar conhecer nossos antepassados, saber quem foram as pessoas que contribuiram para a formação de quem somos hoje. Saber de onde vieram estas pessoas, a qual raça pertenciam, porque assim ficaria mais fácil entender as características que tenho hoje. Também acho interessante contar a nossos filhos tudo o que sabemos sobre nós para que futuramente eles também saibam exatamente a sua verdadeira origem.

segunda-feira, 23 de março de 2009

EXPECTATIVAS PARA O PRIMEIRO SEMESTRE DE 2009

Ao iniciar um novo semestre de curso, volto a dar uma olhada e relembrar as interdisciplinas trabalhadas em 2008, todas elas estavam muito ligadas ao nosso cotidiano escolar, mexendo com o conhecimento que tinhamos até agora como certo em nossa mente. Para este primeiro semestre de 2009, espero, em primeiro lugar, ter prazer em realizar as atividades e gostar muito das interdisciplinas propostas. Espero também aprender muitas coisas novas e poder utilizar isto no meu dia-a-dia, quero realizar muitas leituras e me inteirar ao máximo de todos os assuntos propostos. As interdisciplinas estao bem convidativas, pois vem de encontro ao que nós muitas vezes temos em sala de aula ou vivenciamos nas escolas, falando de inclusao ou das pessoas portadoras de necessidades especiais e que cada vez mais cresce o número destas criancas em nossas salas de aula. Filosofia é interessante e espero que nos leve a pensar muito ou quem sabe até desenvolver o hábito de questionar. Enfim, quero crescer muito neste semestre porque afinal de contas estamos cada vez mais próximos do fim e com certeza devemos levar as coisas cada vez mais a sério.